Santo do dia - 8/4/2021

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São Frutuoso de Braga, monge e Bispo (+665)

 

 

As escolas dos monges eram centros de ciência e de santidade. Nos primeiros séculos da Igreja, tanto no Oriente como no Ocidente, multiplicaram-se estes locais onde se forjaram homens de rija têmpera que brilharam na vida cristã. Um destes centros foi o que dirigiu o Bispo Conâncio de Palência.

 

 

Frutuoso pertencia a uma família aparentada com alguns reis visigóticos, e seu pai era um chefe do exército. Mas Frutuoso não se sentia atraído pela vida militar. Desde muito pequeno deu indícios de que a vida monacal seria a que abraçaria quando fosse mais velho, uma vez que sentia atração, nada comum na sua tenra idade, para a solidão, o silêncio e a oração.

 

 

Sendo ainda muito jovem, renunciou às suas grandes propriedades e entregou aos pobres tudo quanto possuía, a fim de ficar mais livre para seguir a Jesus Cristo.

 

 

Em breve ouviu o jovem Frutuoso falar do Bispo Conâncio de Palência. Os jovens elogiavam a sua grande sabedoria e a sua extraordinária santidade. Por isso, encaminhou-se para aquela escola e pediu ao Bispo e pedagogo Conâncio que o admitisse entre os seus discípulos. Logo chamou a atenção do mestre e dos companheiros pelos seus grandes avanços tanto na sabedoria como na virtude... Passado algum tempo, vendo que também aquele gênero de vida não o satisfazia de todo, retirou-se para as solidões de Bierço, onde seus pais possuíam uma propriedade.

 

 

Logo correu a fama da vida de austeridade e oração que Frutuoso levava, e foram-se juntando jovens de perto e de longe, que jornadeavam por aquelas paragens, e depressa se formou uma família numerosa. Todos admiravam a prudência, a sabedoria, sobretudo a bondade, a caridade e a piedade de Frutuoso. Até famílias inteiras vinham pôr-se sob a sua guarda e direção.

 

 

Muitas vezes tentou afastar-se daquela espécie de vida, porque eram tantos os que vinham ter com ele, que não lhe deixavam tempo para se entregar à oração. Mas os seus monges opunham-se aos seus intentos e obrigavam-no a abrir novas fundações no norte de Espanha e de Portugal, sobretudo na Galiza e no Bierço. Eram tantos os homens que o seguiam que até os reis e chefes daquelas redondezas temiam ficar sem homens, correndo o perigo de não se poderem defender, caso fossem atacados pelos seus rivais.

 

 

A todos os que tentavam segui-lo, Frutuoso era taxativo e claro: era preciso submeter-se à sua Regra e quem não fosse capaz de a observar, que deixasse o mosteiro e voltasse para o mundo. A Regra insistia sobretudo em duas coisas: a vida comunitária que era o toque de toda a vida monacal, e o profundo sentido da obediência. Nestas duas coisas ninguém podia fraquejar.. "

 

 

Foi muito amigo de fazer peregrinações a lugares sagrados com espírito penitencial, e parece que entre estes lugares terá chegado à Terra Santa. Os biógrafos contam as maravilhas que operava durante estas viagens e como a Divina Providência o tirou sempre das mais terríveis dificuldades. Por todos os lugares por onde passava vinha gente ouvir as suas palavras e ver os milagres e prodígios que operava, arrastando muitas almas para o bom caminho.

 

 

São Bráulio, o célebre, Bispo de Saragoça e grande amigo de Santo Isidoro de Sevilha, chamou a Frutuoso "Brilhante farol da espiritualidade espanhola". Por isso, obrigaram-no a ordenar-se sacerdote e foi nomeado Bispo de Dume, e, depois, metropolita de Braga... Continuou a sua mesma linha de piedade, austeridade e amor à solidão, mas sempre entregue também aos cuidados da greí que lhe foi confiada. O grande renovador da espiritualidade no século VII chegou ao final dos seus dias, e morreu como tinha vivido, santamente, e chorado pelos seus discípulos no ano de 665.

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