Leituras do dia - 1/3/2021

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  • Segunda Semana da Quaresma

     

     

    Dt 9, 4b-10

     

     

    4b teu Deus, os tiver expulsado de diante de ti, não digas no teu coração: por causa de minha justiça é que o Senhor me introduziu na posse dessa terra. Porque é por causa da perversidade dessas nações que o Senhor as despoja diante de ti. 5 Não é pela tua justiça nem pela retidão do teu coração que entrarás na posse de suas terras, mas é por causa da perversidade dessas nações que o Senhor as despoja diante de ti. E é também porque o Senhor, teu Deus, quer cumprir a palavra que deu com, juramento a teus pais, Abraão, Isaac e Jacó. 6 Sabe, pois, que não é pela tua justiça que o Senhor, teu Deus, te dá a posse dessa terra excelente, porque és um povo de cabeça dura. 7 Lembra-te, não te esqueças de que modo irritaste o Senhor, teu Deus, no deserto. Desde o dia em que saíste do Egito até que chegaste a este lugar, não cessaste de ser rebelde ao Senhor. 8 Em Horeb o provocaste de tal forma que ele, irado, quis aniquilar-te. 9 Quando eu subi ao monte para receber as tábuas de pedra, as tábuas da aliança que o Senhor fez convosco, permaneci no monte quarenta dias e quarenta noites, sem comer pão nem beber água. 10 E o Senhor entregou-me as duas tábuas de pedra escritas com o dedo de Deus, nas quais estavam gravadas todas as palavras que o Senhor vos tinha dirigido no monte, no meio do fogo, no dia da assembléia.

  • Segunda Semana da Quaresma

     

     

    Salmo 78, 8. 9. 11. 13

     

     

    Resposta: “O Senhor não nos trata como exigem nossas falhas”

     

     

    8 De nossos antepassados esqueçais as culpas; vossa misericórdia venha logo ao nosso encontro, porque estamos reduzidos a extrema miséria.

     

     

    9 Ajudai-nos, ó Deus salvador, pela glória de vosso nome; livrai-nos e perdoai-nos os nossos pecados pelo amor de vosso nome.

     

     

    11 Cheguem até vós os gemidos dos cativos: livrai, por vosso braço, os condenados à pena de morte.

     

     

    13 Quanto a nós, vosso povo e ovelhas de vosso rebanho, glorificaremos a vós perpetuamente; de geração em geração cantaremos os vossos louvores.

  • Segunda Semana da Quaresma

     

     

    Lc 6, 36-38

     

     

    36 Sede misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso. 37 Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados; 38 dai, e dar-se-vos-á. Colocar-vos-ão no regaço medida boa, cheia, recalcada e transbordante, porque, com a mesma medida com que medirdes, sereis medidos vós também.

     

     

    Comentário

     

     

    Uma boa medida - As nossas relações fraternas e as relações com Deus estão marcadas pelo amor misericordioso. Por ele seremos transfigurados e identificados com Cristo. A misericórdia é bem-aventurança dos corações grandes, onde o amor é maior do que todas as ofensas e injustiças. É vivência pascal, «passagem» da indiferença à aceitação, da aceitação à compreensão, da compreensão ao amor e do amor ao perdão. É caminhada penosa, em que se corre o risco de ficar pelo caminho, presos de razões e durezas de coração. Não há grandeza maior, amor mais gratuito. «Sede misericordiosos».

     

     

    Os maus juízos são as faltas mais frequentes contra a caridade. Quando julgo e condeno os outros, julgo-me melhor do que eles, a quem pretendo corrigir para meu gosto e proveito. Se julgar e condenar o meu irmão, não sou observante do amor, mas mau juiz, subornado pelo meu orgulho e vã sabedoria. «O homem vê as aparências, mas Deus vê o coração» (1 Sm 6,7). Por isso, só Ele pode julgar. «Não condeneis e não sereis condenados». Nas faltas dos outros o importante é perdoar.

     

     

    «Boa medida» é dar tudo. Num coração contrito e perdoado, não cabem juízos maus, mas só amor e doação. Serei retribuído na medida em que der. «Boa medida» é o amor misericordioso, recebendo em troca a medida cheia e recalcada do amor de Deus por mim, onde não há proporção entre o pouco que lhe dou e o tudo que Ele me dá. A lei que me há de julgar sou eu que a dito. De mim depende ser condenado ou absolvido no juízo de Deus e dos homens.

     

     

    Senhor, a «boa medida» do amor é amar sem medida!

     

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