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Estados Unidos: bispos do Arizona defendem vulneráveis

Os bispos do Arizona lançaram um apelo às autoridades governamentais em defesa dos mais vulneráveis - não-nascidos, crianças, idosos - e expressaram preocupação pelos projetos de lei sobre imigrantes.

A Conferência Católica do Arizona divulgou ontem uma declaração na qual os prelados afirmam que suas "orações estão com todos aqueles dentre nossos representantes estatais que enfrentam decisões muito difíceis em um número grande de assuntos importantes".

Entre estes assuntos, os bispos sublinham as necessidades econômicas do Estado, instando os funcionários governamentais a "conservar sempre na mente os mais vulneráveis entre nós: os não-nascidos, as crianças, os idosos e todos aqueles que estão lutando por subsistir, com grandes sacrifícios".

A declaração, assinada pelos bispos Thomas Olmsted, de Fênix, Gerald Kicanas, de Tucson, e James Wall, de Gallup (Novo México), expressam especial preocupação acerca de certas propostas governamentais relativas aos imigrantes.

"Em particular - afirmam -, entendemos que a SB 1070 e a HB 2632 são projetos de lei idênticos, encaminhados a requerer um maior esforço das leis de imigração por parte da polícia local."

Os prelados expressam a preocupação por que estes projetos de lei não "estabelecem claramente que as pessoas indocumentadas que são vítimas de delitos podem fazer-se presentes sem o temor da deportação".

"Algo que pode impedir que os crimes sejam declarados ou perseguidos somente fará que permaneçam nas ruas perigosos criminosos, tornando nossas comunidades menos seguras", indicam.

A declaração sublinha outro aspecto das normas, que faria do Arizona "o primeiro Estado do país a codificar que sua própria lei de imigração ilegal requer que as pessoas que estão lá ilegalmente em termos de lei federal sejam acusadas de entrada ilegal", sob a lei estatal.

"O próprio projeto de lei não delimita a coerção de pessoas suspeitas de atividade criminal - observam - enquanto se deixa a possibilidade de criminalizar a presença inclusive de crianças e jovens introduzidos no país pelos seus pais."

Os prelados asseguram que estes projetos de lei "poderiam levar à separação dos membros da família, que não deveria acontecer sob a atual lei federal".

"Acreditamos que seria melhor retirar estes projetos de lei do que correr o risco de uma sanção punitiva e injusta", afirmam.

Os bispos reconhecem que os problemas dos sistemas de imigração são complexos e expressam a esperança de que o Congresso legisle uma "reforma de imigração completa".

"Enquanto isso - concluem -, estamos preocupados por que a legislação local não crie novos problemas para as famílias ou tenha um impacto negativo na segurança pública."


Autor: ZENIT - 10/3/2010 15:25:00
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